“É preciso estar preparado para falhar”

“É preciso estar preparado para falhar”

Em mais de uma hora e meia,  Martin Spier, engenheiro da Netflix, conversou com representantes empresas, universidades, prefeitura, sociedade civil e comunidade em geral sobre  “Como criar uma cultura de inovação através do ecossistema”. A conversa ocorreu na segunda-feira pela manhã, na sede do Instituto Gene, em Blumenau e teve o apoio da Pague Veloz.

Cerca de 70 pessoas prestigiaram a palestra no Auditório do Gene. E outras centenas acompanharam ao vivo a conversa que foi transmitida pelo FACE do Gene.

Martin trocou ideias e falou das grandes oportunidades existentes aqui no Brasil. “É possível criar uma atmosfera de inovação mesmo com tanta diversidade no Brasil. Aqui tem muito espaço. Muita coisa pode ser melhorada e muita coisa que pode ser criada, diferente  do que ocorre no Vale do Sicílio, onde há muita competição”, disse.

Uma das preocupações que norteou os comentários dos convidados foi quanto aos problemas inerentes à criação e manutenção tanto de startups quanto do próprio ecossistema. Martin foi enfático: “Não podemos nos preocupar muito com problemas. Eles sempre vão ocorrer. Importante pensar em soluções e não desaminar”, orientou. E além disso, ele frisou: “As conexões acontecem por acaso, precisamos estar preparados e sempre dispostos”, disse.

A conversa foi mediada pela diretora executiva do Instituto Gene, Jerusa Schroeder e pelo conselheiro do Gene, Christian Krambeck. Participaram como representantes do ecossistema de inovação da região: Ricardo Vasselai (Vasselai Incorporações),  Bruno Brauns (Vis Produtora e Vex Tecnologia), Nilton Spengler Neto (PagueVeloz), Maicon Klug (Imersio VR e ex-G2KA) e Tiago Bottós (Diretor de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Blumenau). 

Em sua fala Jerusa comentou que o convite feito ao Martin para falar sobre o tema estava relacionado à trajetória de sucesso do engenheiro. Na Netflix, Martin é o responsável por garantir a performance do serviço para mais de 80 milhões de usuários no mundo.  “Nossa conversa serviu para demonstrar que ninguém é capaz de construir sozinho o ambiente perfeito. Ninguém é dono do ecossistema. Somos um grupo. E agora, a partir desta palestra, fica o convite para darmos o start e iniciarmos de fato o ecossistema do Vale do Itajaí”, disse.

Para o conselheiro  Christian Krambeck, “a construção deste ecossistema é o principal desafio. E isso pressupõe muita sinergia, muita cooperação para que tenhamos um ecossistema do Vale do Itajaí que figure no cenário nacional como possibilidade de investimento, desenvolvimento e integração”, falou.

A conversa com Martin Spier sobre “Como criar uma cultura de inovação através do ecossistema” foi a primeira do projeto Conecta Gene. Outros eventos semelhantes devem ocorrer ainda neste ano.

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